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CONHEÇA UM POUCO MAIS SERGIPE

Capital: Aracaju
Habitante: Sergipano


INFRA ESTRUTURA:

Rodoviárias:

Rodovias Federais: BR 101 – sentido Sul / Norte e BR 235 – sentido Leste / Oeste

Rodovias Estaduais: Todas as sedes municipais são interligadas às BRs por Rodovias Estaduais.

Linha Verde: Estrada ecológica litorânea, protegida pelo IBAMA, que liga Salvador a Aracaju.

Ferroviária: Interliga o Estado de Sergipe a Recife e Salvador, é utilizada no transporte de cargas.

Hidroviária: Transporte de passageiros e cargas entre as cidades ribeirinhas, como Aracaju e Barra dos Coqueiros, e entre Sergipe e Alagoas, pelo rio São Francisco. Exploração turística através de passeios de catamarãs.

Porto: O porto de Sergipe (off-shore), localizado na Barra dos Coqueiros, a 15 km de Aracaju, conta com os equipamentos mais modernos. O retroporto ocupa uma área de 200ha e abriga as instalações de apoio e sistemas de infra-estrutura. O porto é importante corredor de movimentação de matérias primas, insumos da industrialização e produtos acabados. Conta ainda com terminal de passageiros, servindo de entrada marítima no Estado.

Acesso Aéreo: Aeroporto Santa Maria, em Aracaju.

Geografia

Localização: Leste da região Nordeste
Área:  22.050,3 km2   (Fonte: IBGE)

Limites Geográficos:

Norte: Estado de Alagoas - separados pelo rio São Francisco
Leste: Oceano Atlântico
Sul e Oeste: Estado da Bahia - separados pelo rio Real ao Sul

Bacias Hidrográficas

O Estado de Sergipe possui seis bacias hidrográficas: São Francisco, Vaza-Barris, Japaratuba, Sergipe, Piauí e Real.

Bacia do rio São Francisco

É a maior em extensão: do rio Xingó à foz, percorre 236 km em terras sergipanas, servindo ao longo desse trecho como divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas. O rio nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e passa pela Bahia e Pernambuco antes de chegar a Sergipe, onde deságua no Oceano Atlântico, no município de Brejo Grande.

Ao longo do seu curso pelas terras sergipanas, apresenta inúmeras atrações turísticas: o Canyon de Xingó, no município de Canindé do São Francisco; trilhas ecológicas como a de Angicos que leva ao local da morte do mais famoso cangaceiro, Lampião, em Poço Redondo; ilhas fluviais como a Ilha de Oro, no  município de Porto da Folha; encantadoras cidades ribeirinhas; e, finalmente, a sua foz, local conhecido como “Cabeço”.

As várzeas às margens do Baixo São Francisco (parte mais próxima à foz) são utilizadas para o cultivo de arroz. A bacia do rio São Francisco é aproveitada para projetos de irrigação e pesca, servindo também a várias cidades e povoados através de sistema de adutoras que capta suas águas.
Entre os municípios de Canindé do São Francisco (SE) e Piranhas (AL) é localizada a Usina Hidrelétrica do Xingó, a terceira maior e mais moderna do Brasil.

Bacia do rio Japaratuba

A bacia do rio Japaratuba é com 92 km de extensão a menor do Estado. O rio nasce na Serra da Boa Vista, na divisa entre os municípios de Feira Nova e Graccho Cardoso, e deságua no Oceano Atlântico, no município de Pirambu. O rio atravessa áreas agrícolas com cultivos de cana-de-açúcar e coco.
 

Aracaju - nome de origem tupi, junção das palavras arara e cajueiro -, é uma cidade aconchegante, de povo alegre e hospitaleiro, que mantêm a atmosfera de cidade calma, com grande vocação para deixar seus visitantes bem à vontade. Com uma orla de 30 quilômetros, de belíssimas praias, a capital sergipana respira brisa marinha em qualquer quadrante, tem uma temperatura média anual de 27oC e cerca de 500 mil habitantes.

Quem quiser um lugar próprio ao “dolce far niente” não deve pensar duas vezes: Aracaju é o destino.

Quem quiser um lugar próprio ao “dolce far niente” não deve pensar duas vezes: Aracaju é o destino.

A CAPITAL ARACAJU

A capital sergipana nasceu em 1855, já com planejamento urbano, para abrigar a capital da Província, até então localizada em São Cristóvão. A transferência deu-se por iniciativa do então presidente provincial Inácio Joaquim Barbosa, por São Cristóvão não oferecer mais as condições indispensáveis para uma sede administrativa. Os senhores de engenho do Vale do Cotinguiba, maior região produtora de açúcar, exigiram a mudança, por Aracaju estar à beira mar, facilitando o transporte da produção açucareira.


Sua construção, na época, foi um desafio à engenharia, face à localização numa área dominada por pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro. Naquela época, as cidades adaptavam-se às condições topográficas naturais, estabelecendo irregularidades no panorama urbano. No entanto, o engenheiro Pirro se contrapôs a essa irregularidade e Aracaju foi uma das primeiras cidades no Brasil a ter essa tendência geométrica.

O centro do poder político - administrativo (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, todas direcionadas às margens do rio Sergipe.

NOSSA CULTURA

FOLCLORE SERGIPANO

Sergipe guarda em sua história e tradição muito das culturas indígena, portuguesa e negra e um dos mais ricos folclores do Brasil. São inúmeras as manifestações culturais que nos remetem ao passado e garantem, no presente, uma permanente interação entre as mais diversas comunidades responsáveis pela continuidade do nosso folclore.

A seguir, você fará uma viagem pelo que há de mais belo na cultura popular sergipana, destacando-se a cidade de Laranjeiras que concentra, até hoje, o maior número de manifestações folclóricas do Estado, muitas das quais já extintas no resto do país

Reisado

O Reisado, de origem ibérica, se instalou em Sergipe no período colonial. É uma dança do período natalino em comemoração do nascimento do menino Jesus e em homenagem dos Reis Magos. Antigamente era dançado às vésperas do Dia de Reis, estendendo-se até fevereiro para o ritual do “enterro do boi”. Atualmente, o Reisado é dançado, também, em outros eventos e em qualquer época do ano.

A cantoria começa com o deslocamento do grupo para um local previamente determinado, onde é cantado “O Benedito”, em louvor a Deus, para que a brincadeira seja abençoada e autorizada. A partir daí, começam as “jornadas”. O enredo é formado pelos mais diversos motivos: amor, guerra, religião, história local, etc., apresentado em tom satírico e humorístico, originando um clima de brincadeira.

 O Reisado é formado por dois cordões que disputam a simpatia da platéia e são liderados pelas personagens centrais: o “Caboclo” ou “Mateus” e a “Dona Deusa” ou “Dona do Baile”. Também se destaca a figura do “Boi”, cuja aparição representa o ponto alto da dança. Os instrumentos que acompanham o grupo são violão, sanfona, pandeiro, zabumba, triângulo e ganzá.

O Reisado tem como característica o uso de trajes de cores fortes e chapéus ricamente enfeitados com fitas coloridas e espelhinhos.

Taieiras

As Taieiras, grupo de influência africana e forte característica religiosa, tem, também, seu lado profano. Sob o aspecto religioso, o objetivo da Taieira é a louvação, dirigida a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito, ambos padroeiros dos negros no Brasil.

Em Laranjeiras, o festejo é ponto alto das comemorações do Dia de Reis. O momento da coroação da "Rainha das Taieiras" ou "Rainha do Congo" é o ápice da festa, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Durante a missa, a coroa da santa é retirada e colocada na cabeça da “Rainha”. Tocando quexerés e tambores, as Taieiras - trajando blusa vermelha e saia branca cortada por fitas coloridas -, seguem pelas ruas da cidade cantando cantigas religiosas.

Faz parte do roteiro a passagem pelo rio, onde Iemanjá é louvada, fato ligado ao sincretismo religioso entre a Igreja Católica e os rituais afro-brasileiros.

Em Sergipe podemos encontrar as Taieiras nos municípios de Laranjeiras e Japaratuba.

LAMBE-SUJO E CABOCLINHO

São dois grupos folclóricos unidos num folguedo que se baseia no episódio da destruição dos quilombos
O grupo é formado por meninos e homens totalmente pintados de preto, usando uma mistura de tinta preta e melaço de cana-de-açúcar para ficar com a pele brilhosa. Eles usam short e um gorro de flanela vermelha. Nas mãos, uma foice, símbolo de luta pela liberdade. Fazem parte do grupo o Rei”, a Rainha e a “Mãe Suzana”, representando uma escrava negra.

Após uma alvorada festiva, os Lambe-Sujos saem às ruas, acompanhados por pandeiros, cuícas, reco-recos e tamborins, roubando diversos objetos de pessoas da comunidade que são guardados no “mocambo”, armado em praça pública. A devolução dos objetos é feita mediante contribuição em dinheiro pelo proprietário do objeto roubado.

Junto com os Lambe-Sujos se apresentam os Caboclinhos, que pintam o corpo de roxo-terra e usam indumentária indígena: enfeites de penas, cocar e flecha nas mãos.

A brincadeira consiste na captura a rainha dos Caboclinhos pelos Lambe-Sujos, que fica aprisionada. À tarde, há a tradicional “batalha” pela libertação da rainha, da qual os Caboclinhos saem vitoriosos.

O grupo musical que acompanha o folguedo é composto por ganzás, pandeiros, cuícas, tambores e reco-recos.

Hoje, a "Festa de Lambe-Sujo", como é conhecida, tornou-se uma das mais importantes da cidade de Laranjeiras, acontecendo sempre no segundo domingo de outubro.

CACUMBI

Não se sabe ao certo a origem do Cacumbi, acredita-se que é uma variação de outros autos e bailados como Congada, Guerreiro, Reisado e Cucumbi.
O grupo apresenta-se na Procissão de Bom Jesus dos Navegantes e no Dia de Reis, quando a dança é realizada em homenagem a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Pela manhã, os integrantes do grupo assistem à missa na igreja, onde cantam e dançam em homenagem aos santos padroeiros. Depois das louvações, o grupo sai às ruas cantando músicas profanas e, à tarde, acompanham a procissão pelas ruas da cidade.

Seus personagens são o Mestre, o Contra-Mestre e os dançadores e cantadores; o grupo é composto exclusivamente por homens. Os componentes vestem calça branca, camisa amarela e chapéus enfeitados com fitas, espelhos e laços. Só o Mestre e o Contra-Mestre usam camisas azuis. O ritmo é forte, o som marcante e o apito coordena a mudança dos passos. Os instrumentos que acompanham o grupo são: cuíca, pandeiro, reco-reco, caixa e ganzá.

Em Sergipe, o Cacumbi é encontrado nos municípios de Lagarto, Japaratuba, Riachuelo e Laranjeiras.

Fonte: viajesergipe.com.br

 
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